A expressão “amigo-da-onça” é utilizada para referir-se a um amigo falso, hipócrita, também chamado popularmente de “amigo-urso”. A expressão tornou-se bastante popular no Brasil a partir dos anos 40, quando o cartunista Péricles criou o personagem Amigo da Onça a partir de uma piada que ouvira. Vamos a ela:
Dois caçadores dividem uma barraca. Um deles pergunta:
- E se aparecesse uma onça agora?
- Eu dava um tiro nela.
- E se você estivesse sem arma?
- Eu usava o facão.
- E se você estivesse sem facão?
- Eu subia numa árvore.
- E se não tivesse árvore?
- Eu corria.
- E se você estivesse paralisado de medo?
- Ô, você é meu amigo ou amigo da onça?
Observe bem aquele que você vai dividir a barraca. Pois a onça pode estar mais perto do que você possa pensar. Davi que o dia a respeito de Absalão. Jesus que o diga a respeito de Judas. A verdade é que não sabemos de quem é a mão que balança o berço, mas não se martirize por isso. Mesmo que não pareça existem verdadeiros amigos. Não se feche a uma nova tentativa. Mas, fique ligado, pois o “amigo da onça”, no decurso da caminhada na selva, sempre mostra para quem está torcendo.
No mês de julho comemoramos o dia do amigo. Salomão nos diz: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão”. (Provérbios 17:17). Não deixe que a empolgação da caçada, o perigo da selva ou o rugido da onça, roube a sua amizade. O tempo passa, a caçada acaba a selva se urbaniza, a onça vira troféu, mas um verdadeiro amigo permanece.
Pr. Marcelo Ferreira